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WordPress sem fronteiras: do básico à construção de sites completos

Ferramentas para criação de posts e páginas

WordPress

WordPress fornece uma série de recursos para criação de posts e páginas. Dedicamos um capítulo inteiro para introduzi-los.

Ao construir seu site com WordPress, um recurso fundamental é a criação de publicações (posts e páginas). Esses recursos do WordPress permitem que você disponibilize conteúdo personalizado, como a exibição de textos, figuras, imagens, vídeos, dentre outras inúmeras funcionalidades.

páginas
usadas para inserção de conteúdo estático.

Na prática, posts e páginas funcionam de forma parecida. Ambos possuem páginas de criação similares, com um espaço para inserção de título e do conteúdo, além de um painel de configuração ao lado. A principal diferença está nos objetivos da página[1] construída. Se você deseja criar uma página estática, isto é, que provavelmente não deverá sofrer modificações ou que não precise ser categorizada, como uma página de contato ou uma página “quem somos”. Se a página que deseja criar precisa ser organizada de alguma forma, você deve gerar um post. Por exemplo, se você possui um site de receitas culinárias e deseja organizar suas receitas de acordo com o tipo ou com os ingredientes, você deve incluí-las como posts.

Veja a tabela a seguir:

Tabela 1. Exemplos de onde conteúdos devem ser inseridos (posts ou páginas) em um site de receitas culinárias.

PáginasPosts

posts
usados para conteúdo categorizado.

Página inicial de apresentação Quem Somos Fale conoscoReceita de bolo de laranja Receita de bolo de fubá Receita de doce de leite Receita de frango à parmegiana Receita de risoto Receita de bife a cavalo Receita de omelette du fromage

Observe que na tabela acima há mais posts do que páginas. Isso acontece porque páginas devem ser usadas para conteúdo único, enquanto posts servem para conteúdos parecidos. Por exemplo, ao criar um site, você não precisará criar duas páginas de contato, logo esse conteúdo é único. Entretanto, se está criando uma página de receitas, você provavelmente terá que inserir mais de uma receita. Além disso, é importante que você categorize as receitas (por exemplo, você deseja listar separadamente para seus visitantes receitas de doce e receitas de salgados). Portanto, nesse caso, você deve usar posts para inserção de cada receita.

Para os exemplos apresentados a seguir, utilizaremos textos coletados do Lorem Ipsum[2]. Imagens e vídeos foram coletados dos sites alfahelix.com.br e diegomariano.com.

Editor de páginas e posts do WordPress

Páginas e posts devem ser inseridos a partir de diferentes seções do painel de controle. Entretanto, as funcionalidades que cada um desses recursos fornece é bastante similar. Veja a seguir, uma visão geral do editor de conteúdo do WordPress:

Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

Descrição gerada automaticamente

Figura 42. Visão geral da página de criação de posts.

(A) Link do painel de controle do WordPress. (B) Adicionar blocos. (C) Desfazer/refazer mudanças. (D) Painel de navegação de blocos. (E) Título. (F) Área para inserção de blocos. (G) Pré-visualizar mudanças. (H) Painel de configurações. (I) Botão de publicação. (J) Mais ferramentas e opções. Fonte: próprio autor.

A página de criação de conteúdo do WordPress pode ser dividida em três seções: painel superior (Figura 42A-D, G, I-J); painel inferior esquerdo (Figura 42E-F); e painel inferior direito (Figura 42H).

O painel superior fornece as principais ferramentas para manipulação do documento criado, como o botão para inserção de conteúdo, o botão desfazer e refazer, os botões configuração e publicação.

O painel inferior direito apresenta detalhes das funcionalidades de configuração do documento, como configurações de links, visibilidade da página, tags e categorias (exclusivo para posts), além de detalhes de configuração de blocos. O painel inferior esquerdo apresenta as regiões para inserção de conteúdo. Nele você poderá inserir seus textos, além de outros recursos, como imagens, vídeos, etc. Os conteúdos apresentados neste painel podem ser organizados em blocos.

O que são blocos?

Blocos fornecem caixas delimitadoras para partes dos conteúdos inseridos. Eles permitem que o desenvolvedor do site insira conteúdos de forma lógica e organizada, aplicando estilos separadamente.

É importante ressaltar que o estilo dos blocos dependerá do tema utilizado.

Blocos

Blocos fornecem métodos para inserção e formatação de conteúdo de forma simples e eficaz. Por exemplo, cada parágrafo pode ser inserido como um bloco. Assim, caso queira alterar a cor ou o tamanho dessa parte do texto, você poderá aplicar a configuração exclusiva para esse bloco.

Blocos são um recurso recente do WordPress. Nas versões antigas, o WordPress fornecia uma única caixa delimitadora para que o desenvolvedor inserisse seus conteúdos. Essa versão antiga era similar a um editor de documentos, como o Microsoft Word. Havia uma região para o usuário digitar seus textos e uma barra de ferramentas superior, a qual o desenvolvedor poderia realizar alterações nas formatações, como alterar o alinhamento (alinhar texto à direita, esquerda, centralizado e justificado) ou inserir destaques (negrito, itálico, sublinhado). Nas novas versões do WordPress, esse tipo de configuração é feito a cada bloco, i.e., a cada parágrafo (ou em grupos).

Grupos

Dois ou mais blocos podem ser unidos em grupos. Isso permite que configurações de estilo possam ser aplicadas a grupos.

Você notará que muitos blocos possuem funcionalidades similares. Isso acontece por serem herdados de versões antigas do WordPress, logo, ao inserir novos recursos, os desenvolvedores do CMS muitas vezes optam por manter os recursos antigos devido à afinidade dos usuários do WordPress.

Blocos possuem ainda configurações de estilo pré-formatadas, como títulos (que formata o texto em uma fonte maior e em negrito), códigos (que aplica uma fonte com caracteres de mesmo tamanho, o que é ideal para exibição de códigos de linguagens de programação) ou citações (que insere destaque no texto, como o painel acima).

Blocos são categorizados em cinco tipos: (i) blocos de texto, (ii) blocos de mídia, (iii) blocos de aparência, (iv) blocos de widgets e (v) blocos de código incorporado.

Blocos de texto

Blocos de texto não só permitem a formatação dos textos inseridos em seus posts e páginas, como também fornecem uma série de estilos disponibilizados nativamente. Há dez blocos de texto por padrão: parágrafo, título, lista, citar, código, clássico, pré-formatado, citação, tabela e verso.

Figura 43. Blocos de texto.

Fonte: próprio autor

Ao iniciar a escrita de um post ou página, o WordPress irá carregar a barra de ferramentas de formatação. A barra fornece, por padrão, nove botões. Para alterar o alinhamento, clique no terceiro botão e o alinhamento desejado. Você pode ainda formatar o texto com negrito ou itálico.

Figura 44. Ferramentas de formatação e alinhamento.

Fonte: próprio autor.

O penúltimo botão carrega um menu que fornece recursos suplementares, permitindo, por exemplo, alterar a cor de texto, dentre outras opções.

Figura 45. Menu de formatação suplementar.

Fonte: próprio autor.

Por padrão, WordPress permite que você escolha cores claras e escuras, além da cor padrão definida na configuração do tema (no exemplo abaixo, verde).

Figura 46. Alterando a cor de textos.

Fonte: próprio autor.

Você pode trocar a posição de blocos (movendo-os para cima ou para baixo) clicando sobre as setas disponíveis no segundo botão da barra de formatação.

Para alterar o tamanho da fonte, pode-se utilizar o painel lateral à direita. Ao clicar no texto, o painel à direita será exibido. Caso não seja, clique no botão que o exibe (Figura 42H). WordPress fornece tamanhos pré-configurados que vão de “pequeno” a “maior”. Você pode ainda escolher um tamanho personalizado e definir o tamanho desejado.

Figura 47. Alterando o tamanho do texto.

Fonte: próprio autor.

Links

Links fornecem métodos de acesso a outras páginas quando clicados. Para criar um link, selecione a palavra que deseja utilizar e clique no botão referente ao link (o sétimo botão). A seguir, digite o endereço para qual se deseja o redirecionamento ao clique. No WordPress, links podem ser de três tipos: externos, internos para âncoras HTML e internos para páginas do WordPress.

Links externos permitem a ligação com outros sites. Neste caso, é necessário informar o endereço completo e, em seguida, pressionar enter.

Figura 48. links externos.

Fonte: próprio autor.

Links internos do WordPress permitem acesso a URLs do próprio site WordPress. Neste caso, basta apenas informar o título da página que se deseja que o link aponte. O WordPress irá automaticamente identificar páginas com o nome informado.

Figura 49. links internos para páginas do WordPress.

Fonte: próprio autor.

Por fim, há um terceiro tipo de link que aponta para uma determinada posição dentro da página atual. São os links internos que apontam para âncoras.

O que são âncoras?
Âncoras (ids) são identificadores únicos que podem ser aplicados a elementos HTML.

Todo bloco WordPress pode possuir um nome de âncora. Para isso, selecione o bloco e no menu lateral, navegue até a opção avançado e preencha o campo “Âncora de HTML”. Esse nome não deve ter caracteres especiais, como acentos ou cedilha, e não deve ter espaços (utilize _ para separar palavras). Lembre-se que uma âncora deve ser um nome único na página atual, ou seja, cada página só pode ter um elemento com aquele nome.

Figura 50. Criando uma âncora HTML.

Fonte: próprio autor.

Para construir o link para a âncora, basta adicionar # antes do nome definido para a âncora. Esse tipo de link não irá recarregar a página, apenas irá “rolar” a página até a posição definida pela âncora.

Figura 51. Links para âncoras HTML.

Fonte: próprio autor.

Títulos

Artigos muito grandes podem requerer subseções para organizar o conteúdo apresentado. Uma forma de fazer isso é inserindo títulos e subtítulos. Ao inserir um título para uma seção de um determinado artigo em um post ou página, você não precisa alterar manualmente o tamanho da fonte. WordPress fornece uma série de tamanhos personalizados para seus títulos, que vão de H1 a H6, sendo quanto menor esse valor, maior o tamanho da fonte. Observe a seguir, os tamanhos referentes a cada tipo de título:

Figura 52. Tamanhos de títulos (H1 a H6).

Para alterar o tamanho, clique sobre o terceiro botão e selecione o tamanho desejado. Fonte: próprio autor.

Caso você já tenha inserido o título como um parágrafo, você pode converter um parágrafo em título clicando no primeiro botão da barra de formatação. Recomenda-se que o primeiro título utilizado seja de nível H2, pois o nível H1 geralmente é utilizado pelo título principal da página.

Listas

Listas permitem que determinado conteúdo seja organizado em tópicos. Existem dois tipos de listas: ordenadas e não ordenadas. As listas ordenadas inserem números antes do item, enquanto as não ordenadas, geralmente, inserem pontos.

Figura 53. Lista ordenada (numérica) e não ordenada (pontos).

Fonte: próprio autor.

Citações

WordPress fornece métodos para formatar automaticamente citações. Uma citação é composta por uma frase principal (em geral, separada por aspas), seguido de um campo reservado para o nome do autor logo abaixo (em geral, menor e em uma cor de fonte mais clara). Há duas formas de inclui-las:

  • A primeira delas é usando o bloco “citar”:

Figura 54. Bloco citar.

Ao lado direito pode-se configurar o estilo desejado para a citação. Fonte: próprio autor

  • A segunda é usando o bloco “citação”, que fornece mais destaque ao trecho citado (com texto centralizado e com uma fonte maior):

Figura 55. Bloco de citação.

Fonte: próprio autor.

códigos e textos pré-formatados

Caso necessite incluir códigos em linguagens de programação ou algum outro trecho que necessite de fontes monoespaçadas (fontes em que cada letra tem a mesma largura e altura), WordPress fornece os blocos de códigos e de texto pré-formatado.

Figura 56. Blocos de códigos.

Fonte: próprio autor.

Observe a diferença entre a configuração de textos pré-formatados com parágrafos normais:

Figura 57. Texto pré-formatado.

Fonte: próprio autor

Editor clássico

As primeiras versões do WordPress apresentavam um editor de formatação de conteúdo similar às barras de ferramentas dos editores de texto mais comuns, como Word e o Google Docs. Apesar desse recurso ter sido substituído pelo conceito de edição por blocos, WordPress ainda fornece um tipo de bloco que apresenta o editor clássico. Esse bloco é útil para editar posts e páginas importados de edições antigas do WordPress.

Figura 58. Editor clássico de publicações do WordPress.

Fonte: próprio autor.

O WordPress permite ainda a conversão de conteúdos que utilizam o editor clássico nos modernos blocos.

Tabelas

Para inserir uma tabela, deve-se incialmente informar o tamanho da tabela, i.e., a quantidade de linhas e colunas (esses valores poderão ser alterados no futuro).

Figura 59. Inserindo tabelas.

Fonte: próprio autor.

WordPress fornece estilos para formatação automática de tabelas, sendo o mais comum, a adição de listas para a identificação das linhas.

Figura 60. Estilos de tabelas.

Fonte: próprio autor.

WordPress permite ainda a inserção de uma linha de título (que converte o texto para negrito) e uma linha de rodapé (que insere uma linha acinzentada anteriormente à última linha). Tabelas também permitem legendas localizadas abaixo da última linha.

Figura 61. Configuração da tabela.

Títulos e rodapé podem ser inseridos no painel lateral direito na seção “configurações da tabela”. Fonte: próprio autor.

Caso necessite alterar a quantidade de linhas ou colunas, clique em uma posição desejada na tabela e selecione o quarto botão. As seguintes opções serão exibidas.

Figura 62. Adicionando linhas e colunas.

Fonte: próprio autor

Você pode ainda alterar as cores padrão da tabela clicando na seção “configurações de cor” do menu lateral direito.

Figura 63. Colorindo tabelas.

Caso sua tabela esteja configurada para exibir listas, as linhas cinzas não serão impactadas pela cor escolhida. Fonte: próprio autor

Versos

O último recurso apresentado nos blocos de texto são os versos. Ao inserir um bloco desse tipo, o WordPress altera o tipo de fonte utilizada. Veja:

Figura 64. Verso: visão do painel de controle.

Fonte: próprio autor

Entretanto, o usuário verá esse tipo de bloco da seguinte forma:

Figura 65. Verso: visão do visitante do site.

Fonte: próprio autor

Blocos do tipo verso podem não ser muito utilizados, mas fornecem recursos extras caso seja necessário exibir textos longos em um pequeno espaço.

Blocos de mídia

Mídias podem ser de vários tipos: imagens, vídeos, áudio ou arquivos de diversos tipos. WordPress fornece uma interface de inserção simplificada por meio dos blocos de mídia.

Imagens

Já ouviu a expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras”? Imagens são essenciais para expressar informações em websites. Para inserir uma figura em uma página, clique na opção “imagem” do bloco de mídias.

Figura 66. Inserindo imagens.

Fonte: próprio autor

WordPress fornece três formas de inserir imagens em uma página ou post: (i) envio do arquivo pelo seu computador; (ii) seleção da imagem na biblioteca de mídia; e (iii) inserção a partir de uma URL (ou seja, através do link de uma imagem disponível na internet).

Figura 67. Campo de inserção de imagens.

Fonte: próprio autor.

Enviar a imagem do seu computador é a forma mais utilizada para inserção de imagens. Caso queira utilizar uma mesma imagem em páginas distintas, você não precisa enviá-la novamente. Basta selecioná-la na biblioteca de mídia. Toda imagem inserida no WordPress é salva na biblioteca de mídia.

Figura 68. Biblioteca de mídia.

Fonte: próprio autor.

Após selecionar a imagem e inseri-la, você pode fazer alterações simples diretamente na área de edição de texto, como recortar parte da imagem. Para isso, clique sobre a imagem e pressione o botão recortar.

Figura 69. Recortar imagem diretamente na página de edição.

Fonte: próprio autor.

Você pode alterar o recorte da imagem utilizando a barra de zoom para ampliar o tamanho e clicar sobre a imagem para mover até a posição desejada.

Figura 70. Ferramenta de zoom usada para recortar a imagem.

Fonte: próprio autor.

WordPress também permite a configuração de estilos para imagens, como por exemplo, adição de bordas arredondadas e sombras.

Figura 71. Estilo arredondado de imagens.

Fonte: próprio autor

Você pode ainda alterar o tamanho da imagem usando o painel lateral direito. Há possibilidade de utilizar os tamanhos pré-definidos do WordPress ou ainda alterar manualmente as dimensões da imagem.

Figura 72. Alterando o tamanho de imagens.

Fonte: próprio autor.

Além disso, toda imagem pode receber uma legenda que será inserida logo abaixo.

Figura 73. Adicionando descrições a imagens.

Fonte: próprio autor.

galerias

No WordPress, imagens podem ser inseridas individualmente ou em conjunto com outras imagens por meio das galerias. Galerias fornecem métodos para inserir e visualizar conjuntos de imagens de forma simplificada. Para incluir uma galeria, selecione a opção galeria na seção de blocos de mídia.

Figura 74. Inserindo uma galeria de fotos.

Fonte: próprio autor

A inserção de uma galeria é similar a inserção de uma imagem. A principal diferença é que, neste caso, é possível selecionar mais do que uma opção.

Figura 75. Selecionando múltiplas imagens para uma galeria.

Fonte: próprio autor

Após inserir uma galeria, você ainda pode modificá-la clicando sobre ela. A edição de imagens permite remover ou adicionar novas imagens.

Figura 76. Editando uma galeria.

Fonte: próprio autor

A forma a qual a galeria será exibida dependerá da quantidade de imagens inseridas. O WordPress organizará automaticamente as imagens.

Figura 77. Visualização da biblioteca. Pode-se ainda adicionar novos itens.

Fonte: próprio autor

Áudio e vídeo

O WordPress permite ainda que você insira arquivos de áudio, como músicas ou narrações através dos blocos de áudio. A inserção é feita de maneira similar à de imagens. Áudios também são enviados para a biblioteca de mídia.

Figura 78. Adicionando arquivos de áudio.

Fonte: próprio autor

Na interface da página disponível para usuários, o WordPress exibirá um player de áudio:

Figura 79. Visualização da interface de carregamento de áudios na página WordPress.

Fonte: próprio autor

Recomendamos que áudios sejam enviados no formato MP3.

Além dos áudios, WordPress também permite que você envie vídeos:

Figura 80. Inserção de vídeos.

Fonte: próprio autor.

O vídeo também será exibido em um player próprio, similar ao seguinte:

Figura 81. Visualização na página permite o download do arquivo.

Fonte: próprio autor.

Esse player permite ainda download do arquivo de vídeo e o modo picture-in-picture, que posiciona o player de vídeo no canto da página permitindo assim que o usuário navegue pelo site ao mesmo tempo que assiste ao vídeo.

Figura 82. Modo picture-in-picture permite navegar pelo site enquanto assiste ao vídeo.

Fonte: próprio autor.

Bloco de cobertura

Os blocos de cobertura são recursos que aprimoram o design de uma página. Eles permitem a inserção de imagens ou vídeos com texto sobreposto.

Figura 83. Blocos de cobertura.

Fonte: próprio autor.

Observe a seguir, um exemplo de modelo de cobertura:

Figura 84. Exemplo de modelo de cobertura.

Fonte: próprio autor

Para alterar o posicionamento do texto em um modelo de cobertura, pode-se utilizar o quarto botão da barra de ferramentas e selecionar a posição desejada.

Figura 85. posicionamento de textos na seção de cobertura.

Texto foi alinhado verticalmente no centro e horizontalmente à esquerda. Fonte: próprio autor

Pode-se ainda alterar o alinhamento do bloco de cobertura como um todo usando o botão de alinhamento. Esse botão permite ainda a opção “largura total”, que permite que o bloco de cobertura ocupe toda a largura da página.

Figura 86. Cobertura em largura total.

Fonte: próprio autor.

Veja abaixo como a página ficaria usando o modelo de cobertura total:

Figura 87. Visualização do modelo de cobertura na interface.

Neste exemplo, observe que o modelo de cobertura ocupa toda a página. Fonte: próprio autor.

Outro exemplo é o alinhamento do modelo de cobertura à direita da página, o que permite que o modelo de cobertura não interrompa o texto principal.

Figura 88. Alinhamento da mídia à direita.

Fonte: próprio autor.

Mídia e texto

Outro recurso interessante para aperfeiçoar o leiaute de uma página é a opção de inserção de blocos de mídia e texto.

Figura 89. Mídia e texto.

Fonte: próprio autor.

Os blocos de mídia e texto permitem que uma imagem seja posicionada ao lado de um parágrafo, como no exemplo abaixo:

Figura 90. Configuração do bloco de mídia e texto.

Fonte: próprio autor.

Esse tipo de bloco permite diversas configurações de estilo, como a alteração do alinhamento vertical do texto:

Figura 91. Posicionamento do texto alinhado ao rodapé da figura.

Fonte: próprio autor

Ou ainda pode-se alterar o posicionamento da imagem, por exemplo, colocando-a à direita do texto:

Figura 92. Alinhamento da figura à direita.

Fonte: próprio autor.

Arquivos

WordPress permite que você insira arquivos de diversos formatos para download:

Figura 93. Inserindo arquivos para download.

Fonte: próprio autor.

Após a inserção do arquivo no sistema, WordPress exibirá o nome definido, seguido do botão “baixar”, que permite fazer o download do arquivo. No exemplo abaixo, vemos a opção de download de um arquivo no formato PDF. A opção “copiar URL” aparecerá apenas para o desenvolvedor.

Figura 94. Como a opção de download de arquivos é exibida para o usuário.

O botão “copiar URL” é exibido apenas no painel de controle. Fonte: próprio autor.

Por razões de segurança, o WordPress pode bloquear o envio de certos tipos de arquivos. Assim, quando enviar um arquivo não permitido, WordPress retornará uma mensagem de erro e não permitirá o envio:

Figura 95. Formatos de arquivos não permitidos no WordPress.

Neste exemplo é enviado um arquivo no formato JSON, que não é permitido pelo WordPress. Fonte: próprio autor.

Para conhecer a lista de arquivos permitidos no WordPress, consulte a tabela a seguir:

Tabela 2. Tipos de arquivos permitidos no WordPress.

TipoFormatos permitidos
Imagem.jpg .jpeg .png .gif .ico
Documento.pdf (Portable Document Format; Adobe Acrobat) .doc, .docx (Microsoft Word) .ppt, .pptx, .pps, .ppsx (Microsoft PowerPoint) .odt (OpenDocument Text) .xls, .xlsx (Microsoft Excel) .psd (Adobe Photoshop)
Áudio.mp3 .m4a .ogg .wav
Vídeo.mp4, .m4v (MPEG-4) .mov (QuickTime) .wmv (Windows Media Video) .avi .mpg .ogv (Ogg) .3gp (3GPP) .3g2 (3GPP2)

Fonte: https://www.canalwp.com/tutorial-wordpress/resolver-tipo-arquivo-nao-permitido/

Blocos de aparência

Blocos de aparência permitem a inserção de recursos que melhorem a apresentação, leiaute e design de sua página. Botões são exemplos comuns de blocos de aparência que permitem personalizar links. Por padrão, o WordPress fornece dois estilos para botões: preenchidos com a cor primária (no exemplo abaixo, verde) ou apenas com bordas (que insere uma borda ao redor do botão):

Figura 96. Exemplos de botões.

Neste exemplo, o botão aponta para o link interno “#teste”. Fonte: próprio autor.

Para alterar o estilo do botão, clique sobre o primeiro ícone da barra de ferramentas e selecione o estilo desejado.

Figura 97. Alterando o estilo de um botão.

Fonte: próprio autor.

Colunas

Muitos temas WordPress apresentam uma estrutura de página de coluna única (bastante usados para construção de landing pages). Isso quer dizer que todo o conteúdo será inserido de forma linear, o que pode resultar em espaços perdidos caso opte por utilizar páginas com largura total. Colunas fornecem métodos para organizar e distribuir melhor o conteúdo de uma página, permitindo, por exemplo, a inserção de menus laterais ou de imagens complementares. Na prática, os blocos de mídia e texto utilizam colunas para posicionar os elementos. Entretanto, utilizando o bloco específico para colunas, você pode ir além, pois esses permitem que você defina, por exemplo, quantas colunas deseja inserir e qual o valor percentual que cada coluna poderá ocupar.

Figura 98. Adicionando colunas na página/post.

Aqui temos seis variações de tipos de colunas. (1-3) Modelos de duas colunas: (1) 50% de largura cada; (2) 30% para a primeira e 70% para a segunda; (3) 70-30%. (4-5) Modelos de três colunas: (4) 1/3 para cada e (5) 25-50-25%. (6) Modelo de quatro colunas com 25% para cada. Você pode gerar valores personalizados usando as opções avançadas do painel lateral. Fonte: próprio autor.

Após selecionar uma opção, você poderá adicionar qualquer tipo de bloco nas colunas (inclusive outras colunas). Para isso, clique no símbolo + presente em cada coluna e selecione o bloco que deseja adicionar.

Figura 99. Modelo de colunas 70/30.

A primeira coluna ocupa 70% do espaço, enquanto a segunda ocupa 30%. Clique no + para adicionar outros blocos dentro das colunas. Fonte: próprio autor.

No exemplo abaixo, temos uma estrutura com duas colunas: uma ocupa 70% da largura total (possui um título e um parágrafo) e a outra 30% (possui um parágrafo e uma imagem). Perceba que é possível adicionar múltiplos blocos em cada coluna.

Figura 100. Exemplo de aplicação de colunas.

A primeira coluna possui um título e um parágrafo. Enquanto a segunda possui um parágrafo e uma imagem. Observe que as duas últimas linhas estão em uma coluna com 100% de largura. Fonte: próprio autor.

Agrupamento de blocos

Cada bloco é interpretado individualmente em cada coluna. Caso queira aplicar configurações de estilo a colunas inteiras, pode-se utilizar o método de agrupamento de blocos. Para isso, selecione os blocos que deseja agrupar.

Figura 101. Selecionando blocos.

Fonte: próprio autor

Clique no primeiro botão da barra de ferramentas e marque a opção: “transformar em grupo”.

Figura 102. Agrupando blocos.

Fonte: próprio autor

Observe que agora a seleção dos dois blocos apresenta uma única caixa delimitadora (linha azul).

Figura 103. Grupo de blocos.

Fonte: próprio autor

Agora já é possível aplicar configurações de estilo que afetem todo o bloco, como a alteração da cor de fundo e da cor da fonte.

Figura 104. Alterando o estilo de grupos de blocos.

Fonte: próprio autor

Você pode copiar ou duplicar blocos (ou grupos de blocos) clicando no último botão (três pontos). Esse menu permite ainda inserir blocos antes ou depois do bloco atual, desfazer o agrupamento (caso os blocos estejam em um grupo) ou remover o bloco.

Figura 105. Opções para blocos.

Fonte: próprio autor

Dica: observe na figura acima, as teclas de atalho para cada ação. Utilizar atalhos pode aumentar a sua produtividade.

Por fim, você pode ainda navegar pela estrutura de blocos e grupos de sua página utilizando o botão de navegação de blocos na barra superior.

Figura 106. Navegação de blocos.

Fonte: próprio autor

Espaçamentos e divisórias

O WordPress fornece várias formas de se separar o conteúdo, desde formas mais simples, como o bloco espaçador, que insere um espaço em branco de tamanho definido pelo usuário para separar partes do texto, a até mesmo métodos mais avançados que separam o conteúdo em páginas distintas.

Figura 107. Espaçador.

Observe que na página de edição de conteúdo do painel de controle, o espaçador é exibido como uma caixa cinza. Entretanto, na página exibida para os usuários, ele será representado por um espaço transparente. A altura do espaço é dada em pixels e pode ser configurada na barra lateral direita. Fonte: próprio autor.

Outra forma simples de se separar conteúdo é usando os blocos separadores. Esse tipo de bloco insere uma linha entre duas partes da página. Pode-se aplicar diversos tipos de estilo nos separadores, que vão desde variações no estilo das linhas até o uso de pontos.

Figura 108. Separadores.

Fonte: próprio autor.

Dentre os blocos separadores mais avançados pode-se citar as quebras de páginas, que separam o conteúdo apresentado em páginas distintas.

Figura 109. Quebra de página: visão da páginas de edição de conteúdo.

Fonte: próprio autor.

Na versão final do site, uma quebra de página exibe um menu de paginação, indicando quantas páginas virão a seguir.

Figura 110. Quebra de página: visão da página exibida no site.

Neste exemplo, a publicação possui duas páginas. Fonte: próprio autor.

Quebras de páginas são excepcionalmente úteis quando o texto da publicação é longo e composto por muitas imagens. A quebra de páginas permite que o conteúdo seja dividido, o que poderá agilizar o carregamento da página no navegador.

Outra maneira de agilizar o carregamento de páginas é usando o bloco “Leia Mais”. Esse bloco exibe a postagem até um determinado ponto da página (onde aparecerá a expressão “Leia Mais”). O carregamento do resto do conteúdo dependerá de o usuário clicar no botão “Leia Mais”.

Figura 111. Bloco “Leia mais”.

Fonte: próprio autor

Blocos do tipo “Leia Mais” são úteis para exibição de resumos de posts completos em listagens de categorias ou tags. Tal bloco permite que você defina até quanto do artigo será exibido por padrão, permitindo que o usuário escaneie uma quantidade maior de posts caso esteja à procura de alguma informação específica.

Blocos de widgets

Widgets são componentes do WordPress que permitem adicionar conteúdo extra em barras superiores, laterais e de rodapé (MCCOLLIN, 2020). Em geral, widgets contêm um conjunto de dados que podem ser utilizados em regiões separadas de publicações (posts e páginas). Entretanto, esses componentes podem ser usados dentro de publicações através dos blocos de widgets.

Figura 112. Blocos de widgets.

Fonte: próprio autor.

Há diversos tipos de blocos de widgets, que vão desde componentes avançados como shortcodes, que permitem a adição de conteúdo com base em plugins, a até mesmo a exibição de uma lista de determinadas postagens do próprio WordPress.

Arquivos e agenda

Um exemplo de uso das widgets é exibição de arquivos e da agenda de postagens. O arquivo exibe a lista de posts com base na data de publicação. Caso não tenha posts publicados em seu blog, o WordPress exibirá uma mensagem indicando que não há arquivos para mostrar.

Figura 113. Exibindo o arquivo de posts do site.

Se o site não possuir posts ainda é exibido a mensagem “não há arquivos para mostrar”. Fonte: próprio autor.

À medida que você inserir conteúdo no seu site, o WordPress exibirá nessa widget uma lista com mês e ano em que há publicações. Além disso, a widget agenda exibirá o calendário atual, indicando as datas de determinadas publicações.

Figura 114. Arquivo de posts (acima) e agenda (calendário abaixo).

Fonte: próprio autor.

Ao clicar em um link da widget arquivo, WordPress exibirá uma página com a lista de todas as publicações naquele determinado período. Como no exemplo abaixo, em que são exibidas todas as publicações ocorridas no mês de agosto de 2020.

Figura 115. Visualização de um arquivo (mês de agosto de 2020).

Para cada post é exibido a categoria do post, título, autor, data de publicação e parte do conteúdo. Fonte: próprio autor (Retirado de www.diegomariano.com).

Categorias e nuvem de tags

Categorias e tags são estruturas do WordPress que permitem a organização do conteúdo de posts, o que proporciona ainda aos usuários encontrar conteúdos parecidos com base em nomes de grupos ou palavras-chave. A principal diferença entre eles está no seu uso: enquanto categorias são mais generalizadas, tags são mais específicas. Ou seja, enquanto categorias permitem organizar posts em grupos amplos, tags apresentam palavras-chave determinantes daquele post.

Os blocos de widgets permitem a inserção da lista de categorias de um site WordPress. Ao clicar nos links de cada categoria, WordPress exibirá posts declarados para aquela categoria.

Figura 116. Categorias.

Neste exemplo, a lista de categorias agrupa posts referentes a capítulos de livros. Fonte: próprio autor.

Devido ao fato de tags serem mais específicas, cada post pode ter diversas delas, o que faz com que elas apareçam em maior quantidade do que as categorias. Por isso, WordPress fornece um tipo de visualização diferenciado para elas: as nuvens de tags.

Figura 117. Nuvem de tags.

Observe que a tag “Bioinformática” é exibida em um tamanho maior que as outras tags, o que significa que ela foi mais citada em posts do site em questão. Neste caso, cada tag representa palavras-chave usadas em capítulos dos livros apresentados nas categorias. Fonte: próprio autor.

Nuvens de tags fornecem uma lista com todas as tags utilizadas em posts de um site. O tamanho da fonte usada na tag listada representa a quantidade de vezes que ela foi citada. Palavras maiores indicam tags muito citadas, enquanto palavras menores indicam tags pouco citadas.

Ao clicar em uma tag dessa nuvem, WordPress exibirá uma página com todos os posts assinalados com essa tag.

Figura 118. Resultado de uma nuvem de tags.

Fonte: próprio autor

Note que as categorias de uma página são exibidas acima do título, enquanto as tags, em geral, são exibidas no rodapé.

Posts recentes

Blocos de posts recentes são um dos recursos mais importantes dos blocos de widgets. Com eles é possível personalizar, por exemplo, sua página inicial, adicionando facilmente conteúdo atualizado.

Figura 119. Bloco de posts recentes.

Fonte: próprio autor.

Por padrão, o bloco de posts mais recentes insere uma lista com os cinco últimos posts publicados. Entretanto, WordPress fornece uma série de recursos para personalizar o conteúdo exibido. Por exemplo, usando a barra lateral, na seção de configurações, você pode permitir a exibição do nome do autor, data de publicação e parte do conteúdo do post, logo abaixo do título. Você pode ainda limitar a quantidade de palavras exibidas para que o espaço ocupado pelo post possa ser controlado.

Figura 120. Exibindo resumo, autor e data de posts.

Fonte: próprio autor.

WordPress permite ainda alterar o estilo dos posts exibidos, inserindo bordas ou sombras (estilo card).

Figura 121. Inserindo estilos em blocos de posts.

Fonte: próprio autor.

Outro recurso interessante é a exibição de imagens destacadas. Posts podem receber uma imagem destacada atribuída no momento de sua publicação. Nas configurações de imagem destacada, pode-se exibi-las como uma miniatura ou definir o tamanho da imagem manualmente (definindo os valores de altura e largura em pixels ou um valor percentual com base no tamanho original da imagem).

Figura 122. Inserindo imagem destacada.

Fonte: próprio autor

Nessa seção, pode-se ainda alterar o alinhamento da imagem, colocando-a alinhada à direita, à esquerda ou centralizada.

Figura 123. Alterando o tamanho de imagem destacada.

Fonte: próprio autor.

Outro recurso indubitavelmente interessante é a configuração de ordem e filtros. Nesse painel é possível definir com precisão os posts exibidos na widget. Pode-se alterar a ordem de exibição, exibindo posts mais recentes ou posts mais antigos. Ou ainda, exibindo posts ordenados alfabeticamente de A à Z ou de Z à A. Pode-se filtrar posts de quais categorias se deseja exibir: você pode criar categorias adicionais para delimitar, por exemplo, quais posts serão exibidos na home (página inicial). Além disso, pode-se delimitar de qual autor deseja-se exibir posts e até quantas posts a interface poderá mostrar.

Figura 124. Ordenando e filtrando posts exibidos.

Fonte: próprio autor.

Após a inserção do widget de posts, pode-se ainda alterar o estilo de visualização permitindo, por exemplo, a visualização em grade, que coloca as postagens lado a lado.

Figura 125. Visualização dos posts em grade.

Neste exemplo, o conteúdo do post foi ocultado e foi aplicado o estilo card. Fonte: próprio autor

Para visualização em grade, WordPress permite a configuração de uma nova propriedade, colunas, que limitam a quantidade de posts exibidos em uma linha.

Figura 126. Definindo a quantidade de colunas.

Fonte: próprio autor.

Além disso, o WordPress permite a inserção do widget que exibe uma lista com comentários mais recentes inseridos em posts ou páginas.

Figura 127. Bloco de comentários recentes.

Fonte: próprio autor

HTML personalizado

HTML personalizado é um tipo avançado de bloco de widget que permite a inserção de códigos HTML, CSS ou JavaScript dentro de uma publicação WordPress. Para inserção desse tipo de bloco, é necessário ter um conhecimento prévio da linguagem de marcação de textos HTML.

Figura 128. Inserindo códigos HTML personalizados.

Fonte: próprio autor.

No exemplo apresentado acima, o código apresentado insere a expressão “Olá mundo!” escrita com a fonte na cor vermelha.

Figura 129. Conteúdo exibido na página gerado pelo código apresentado.

Fonte: próprio autor.

Perceba que os códigos HTML utilizam um conjunto de tags delimitadas por parênteses angulares < > (não confunda tags HTML com as tags do WordPress).

HTML é a sigla para HyperText Markup Language, que significa na tradução “Linguagem de Marcação de Hipertexto”. Para construir um site em WordPress não é necessário ter um conhecimento prévio em HTML. Entretanto, os autores deste livro recomendam fortemente estudar pelo menos os fundamentos da linguagem.

Você pode saber mais sobre os fundamentos do HTML no link:
https://diegomariano.com/fundamentos-do-html/

Outros blocos de widgets

Outro exemplo de bloco de widget é a barra de busca. Ela permite que o usuário realize buscas em posts e páginas do site WordPress.

Figura 130. Barra de pesquisa.

Você pode personalizar os conteúdos exibidos na barra de busca. Fonte: próprio autor

Por fim, pode-se ainda adicionar botões de mídia sociais. Neste caso, você pode selecionar quais botões deseja incluir e informar ainda os links para as páginas desejadas.

Figura 131. Bloco de redes sociais.

No exemplo é adicionado um link para uma página do Facebook. Fonte: próprio autor.

Atenção: outros blocos de widgets podem ser adicionados por meio de plugins ou por serem características padrão de outros temas.

Blocos de códigos incorporados

A última categoria de blocos são os códigos incorporados. Eles permitem inserir conteúdos externos formatados de acordo com a fonte original, como por exemplo, posts do Twitter, vídeos do YouTube, ferramentas de divulgação do Facebook, fotos do Instagram, dentre muitas outras funcionalidades.

Figura 132. Exemplos de entradas permitidas nos blocos de códigos incorporados.

Fonte: próprio autor.

A inserção de mídia incorporada é bastante simples. Adicione um novo bloco desse tipo e depois copie e cole a URL na área indicada.

Figura 133. Inserindo um conteúdo externo usando mídia incorporada.

Neste exemplo é apresentada uma publicação do Twitter. Fonte: próprio autor.

Pronto! O WordPress automaticamente carrega os dados necessários para exibir o conteúdo com base na fonte original.

Figura 134. Visualização do conteúdo exibido no site.

Essa visualização foi gerada com base em dados publicados no Twitter. Para o WordPress bastou possuir um link da publicação para configurar essa exibição. Fonte: próprio autor

Observe que os blocos de mídia incorporada podem até mesmo ser detectados automaticamente, sem a necessidade da adição desse tipo de bloco. Veja o exemplo a seguir em que o link de um vídeo da plataforma YouTube é colado na área de edição de conteúdo do WordPress.

Figura 135. Detecção automática de códigos incorporados.

Fonte: próprio autor

Perceba que imediatamente o WordPress interpreta, com base na URL, que o link se trata de um conteúdo externo obtido no YouTube e, imediatamente, converte o bloco em uma mídia incorporada exibindo um player de vídeo.

Figura 136. Visualização dos códigos incorporados do YouTube detectados automaticamente.

Fonte: próprio autor.

Então esses são os principais blocos de mídia usados pelo WordPress para criação de conteúdo. Novos blocos de mídia podem ser adicionados através de temas e plugins. Na próxima seção, apresentaremos configurações finais para publicação de posts e páginas no WordPress.

Configuração de documento e publicação

Nesta seção, abordaremos as configurações disponíveis para a publicação de posts e páginas. As configurações de documento e publicação permitem que você determine detalhes de como e quando seus posts ou páginas serão exibidos. Essas só serão exibidas após a publicação. No entanto, o WordPress salva as modificações realizadas como um rascunho, que poderá ser alterado e publicado a qualquer momento.

Muitos temas WordPress são construídos usando técnicas de design responsivo, i.e., a estrutura da página se adapta para o dispositivo a qual está sendo exibida. Por exemplo, um menu pode ser exibido por completo em um computador. Entretanto, um dispositivo móvel não terá espaço suficiente para exibi-lo. Por isso, muitos temas convertem a exibição de menus horizontais em menus do tipo “sanduíche” em que um botão com três listas é exibido no canto superior. Um menu complementar será exibido apenas se o cliente pressionar o menu sanduíche.

É importante ressaltar que, antes de publicar sua página ou aplicar qualquer modificação, você pode visualizar uma versão prévia do documento usando o botão “visualizar”. Nesse caso, você poderá visualizar como sua página será apresentada em um computador (dispositivo com tela grande), tablet (tela média) ou dispositivo móvel (tela pequena). Diante disso, WordPress altera apenas a área mostrada na tela de edição de conteúdo. Essas funcionalidades visam avaliar a responsividade de um site (ver quadro ao lado). Por exemplo, o tema padrão do WordPress vem configurado com design responsivo.

Você pode ainda pré-visualizar as mudanças em uma nova aba. Nesse caso, o WordPress irá gerar uma versão completa da página com as modificações implementadas e apresentá-las em uma nova aba de seu navegador. Essa é a opção que recomendamos para ver como a página ficará na versão final sem a necessidade de realizar a publicação.

Figura 137. Pré-visualização das modificações no Website.

Fonte: próprio autor.

Status e visibilidade

Agora falaremos sobre a seção “status e visibilidade” do painel de configuração de documento. Ao publicar um post, você pode definir quem terá acesso a essa publicação. Posts podem ser visíveis para todos (i.e., públicos) ou apenas para editores e administradores (i.e., privados). Ou ainda podem ser protegidos por senha.

Figura 138. Visibilidade do post.

Fonte: próprio autor.

Caso opte pela opção “protegida por senha”, você deverá informar uma senha para que clientes possam ter acesso ao post.

Figura 139. Configurando senha para acesso a um post.

Neste caso, a senha escolhida foi “123”. WordPress não limita o tamanho da senha, mas recomendamos não utilizar senhas tão simples. Fonte: próprio autor.

A proteção por senha é uma forma de garantir que um determinado post possa ser acessado apenas por um número restrito de pessoas. A outra opção de limitar o acesso, através da opção “privado”, restringe o acesso a apenas usuários registrados no sistema e com permissão de administrador ou editor. Utilizando o acesso por senha, pode-se permitir que outras pessoas sem esse nível de acesso possam visualizar a página simplesmente conhecendo a senha específica de acesso.

Figura 140. Tela de acesso à página protegida por senha.

Fonte: próprio autor.

Nessa seção, pode-se ainda determinar quando um post será publicado. Por padrão, o WordPress publica o post imediatamente, mas você pode configurar para que a publicação ocorra em uma data específica, podendo ser uma publicação em data agendada ou retroativa.

Figura 141. Configurando a data de publicação.

Pode-se agendar uma publicação para data e hora específicos. Fonte: próprio autor.

Link permanente

O link permanente define qual nome será exibido na URL da página ou post em questão. Em geral, o WordPress atribui um número para representar o post. Entretanto, você poderá utilizar URLs amigáveis se tiver configurado a opção “link permanente” das configurações do WordPress (para configurar isso acesse o menu “Configurações > Links permanentes” do painel de controle) e seu servidor Web permitir o modo de reescrita de URLs (mod_rewrite).

Figura 142. Definindo a URL.

Neste exemplo, o post recebeu uma URL amigável denominada “minha-pagina”. Observe que é recomendado evitar espaços e caracteres especiais em slugs da URL. Fonte: próprio autor

Para saber mais sobre como configurar o mod_rewrite, consulte:

https://www.vivaolinux.com.br/dica/Ativando-modo-de-reescrita-de-URL-mod-rewrite-no-Apache

Categorias e tags

Você pode definir múltiplas categorias e tags para cada post. Essa opção não está disponível para páginas, uma vez que apenas posts podem ser categorizados.

Figura 143. Adicionando categorias.

Você pode selecionar quantas categorias quiser. Entretanto, recomendamos o uso de 1 a 2 categorias por post. Fonte: próprio autor.

Para definição das categorias de um post, basta selecionar as opções desejadas na lista disponibilizada. Caso queira adicionar uma categoria que ainda não existe, clique em “adicionar nova categoria”. Tags, por sua vez, devem ser digitadas manualmente.

Figura 144. Adicionando tags.

Tags devem expressar as palavras-chave usadas no post. Você pode adicionar quantas tags achar necessário. Fonte: próprio autor.

Você não é obrigado a adicionar categorias ou tags a um post, mas incluí-los facilita a organização e indexação de sua página.

Imagem destacada e resumo

A seção de imagem destacada permite que você selecione uma imagem para representar aquele post. Ela pode ser utilizada, por exemplo, como miniatura do post quando exibida nos blocos de widgets para posts recentes. Dependendo do tema utilizado, elas podem ser exibidas no post, em geral, abaixo do cabeçalho de título.

Figura 145. Configurando a imagem destacada.

Fonte: próprio autor.

Além das imagens de destaque, os resumos permitem adicionar detalhes extras ao post. Resumos são descrições complementares ao título de uma página. A inclusão de um resumo é opcional.

Figura 146. Configurando o resumo do post.

Fonte: próprio autor.

No tema padrão do WordPress, resumos são exibidos abaixo do título da página. As imagens são exibidas entre o cabeçalho e o texto principal.

Figura 147. Visualização do título e do resumo da página.

Fonte: próprio autor.

Seção de discussão

WordPress foi originalmente construído para produção de blogs. Portanto, ferramentas nativas de comentários foram inseridas para que os clientes (isto é, visitantes do site) possam opinar sobre o conteúdo postado pelos autores do site. O sistema de comentários padrão do WordPress permite que o cliente envie mensagens apenas informando nome, e-mail e o comentário.

Figura 148. Caixa de comentários do post.

Fonte: próprio autor.

Por se tratar de uma fonte de vulnerabilidade do sistema, recomendamos não permitir comentários em suas publicações. Caso necessite receber comentários na sua página, utilize plugins que armazenam comentários externamente, como Disqus ou Facebook.

Pingbacks e trackbacks são protocolos usados para informar aos administradores de um site WordPress que determinado conteúdo foi citado em outro site (ABREU, 2019). Na prática, se um site WordPress cita um link de um outro site WordPress (backlink), esse recurso permite que o outro site receba uma notificação de citação que poderá ser incluída nos comentários da página citada. Pingbacks e trackbacks auxiliam no SEO (Search Engine Optimization), ou seja, na otimização para mecanismos de busca, como o Google. Você pode habilitar o uso de comentários, além de pingbacks e trackbacks na aba “discussão”.

Figura 149. Permitindo comentários, pingbacks e trackbacks.

Fonte: próprio autor

Modelos do tema

Alguns temas podem fornecer estilos diferentes para posts e páginas. Um exemplo é o tema “Twenty Twenty” (tema padrão do WordPress 5.5). Esse tema fornece três modelos para páginas:

Figura 150. Modelo padrão do tema.

Fonte: próprio autor.

A primeira opção é o modelo padrão, que exibirá o conteúdo da página em uma coluna centralizada. Esse modelo facilita a leitura, uma vez que reduz a largura da linha.

Figura 151. Modelo padrão.

Para avaliar o tamanho da coluna de conteúdo, observe o posicionamento do calendário no rodapé da imagem. Fonte: próprio autor.

Uma desvantagem desse modelo é que há espaços perdidos nos cantos. Esse problema é solucionado no modelo de largura total, que amplia o espaço utilizado para adição de conteúdo.

Figura 152. Modelo de largura total (full width template).

Para avaliar o tamanho da coluna de conteúdo, observe o posicionamento do calendário no rodapé da imagem. Fonte: próprio autor.

Ao usar esse modelo, é recomendado que o desenvolvedor WordPress defina manualmente blocos de colunas, uma vez que linhas longas podem dificultar a leitura. Além disso, imagens de tamanho responsivo podem se expandir, ocupando toda a largura da página (ou seja, deixando-as muito grandes).

Por fim, o último modelo que esse tema apresenta é o modelo de cobertura. Esse modelo insere a imagem destacada como pano de fundo da publicação e aplica sobre ela uma cor, definida nas configurações do tema, com um certo grau de transparência. O modelo de cobertura é ideal para utilização em páginas iniciais ou para infográficos devido ao seu leiaute arrojado.

Figura 153. Modelo de cobertura.

Entretanto, o modelo de cobertura apresenta algumas falhas. Por exemplo, se você usar uma cor escura para o logo e para a imagem de destaque, isso dificultará visualizar o logo. Uma solução para esse problema é instalar o plugin “Twentig”, que permite configurar diferentes logos dependendo do modelo usado (neste caso, inseriu-se um segundo logo em branco para a página de cobertura). Fonte: próprio autor.

Então, essas foram as principais ferramentas para criação e configuração de publicações do WordPress. Os blocos disponíveis podem ser estendidos por meio da instalação de outros temas e plugins. No entanto, os recursos apresentados neste capítulo já fornecem conhecimentos suficientes para construção de sites elegantes com WordPress. No próximo capítulo, veremos como disponibilizar um site na internet.

  1. Observe que aqui usamos a palavra “página” para referenciar tanto a páginas quanto a posts.
  2. Disponível em: https://www.lipsum.com/. Acesso em 15 de outubro de 2020.

Título: WordPress sem fronteiras: do básico à construção de sites completos

Autores: Thiago Sousa, Alessandra Lima e Diego Mariano

ISBN: 978-6599275302

Publicação: 2020

Edição online gratuita

Capítulo 1
Introdução

Capítulo 2
Painel de controle

Capítulo 3
Ferramentas para criação de posts e páginas

Capítulo 4
Colocando um site WordPress na Internet

Capítulo 5
Exemplo prático

Por Diego Mariano

Doutor em Bioinformática pela Universidade Federal de Minas Gerais com atuação na área de ciência de dados e aprendizado de máquina aplicados ao aperfeiçoamento de enzimas usadas na produção de biocombustíveis. Mestre em Bioinformática, também pela UFMG, atuando na área de desenvolvimento de sistemas Web para montagem de genomas. Atualmente realiza estágio pós-doutoral no Departamento de Ciência da Computação da UFMG com foco em desenvolvimento de sistemas Web para Bioinformática, análise exploratória e visualização de dados. Tem conhecimentos nas linguagens: PHP, JavaScript, Python, R, Perl, HTML, CSS e SQL.